“...A gravidade que se possa atribuir à influência para a nomeação do namorado da neta (neta de José Sarney) nunca será menor, por exemplo, que a da atitude já entapetada do líder do PSDB, o senador e combatente Arthur Viegílio. Autorizar e acobertar duas estadas remuneradas na Europa, com meio ano cada, de um nomeado para seu gabinete, não é uma atitude qualquer. Os R$ 12 mil mensais que financiaram o turismo, a pretexto de vagos estudos de cinema, são poeira no orçamento duas vezes bilionário do Senado....” Jânio de Freitas, em seu artigo “O tapete se eleva”, publicado no Jornal Folha de São Paulo, edição de 26 de julho de 2009.
“....Isto não está colocado para mim. Existe um movimento de alguns jovens na internet que eu entendo muito mais como simbólico, e que tem a ver com o que estou dizendo. As pessoas querem mudanças, querem ver que isso é importante dentro dos processos decisórios. E aí eles me tomam comu símbolo e me colocam como candidata a presidente da República para dizer ´esse tema é importante´para ser tratado na mais alta esfera de decisão. Mas quero continuar o meu raciocínio. A estrutura deve contar também com o apoio de todo mundo, mas ela deve ter também uma certa plasticidade para poder fazer as adaptações necessárias, corrigir os rumos. O leito que está aí do desenvolvimento predatório nós não queremos. Temos que corrigir esse desvio da sustentabilidade econômica, social, cultural, ambiental. E no Brasil nós temos a benção de ter um conjunto de forças sociais que querem isso”
Senadora Marina Silva (PT/AC) respondendo à pergunta se seria candidata a presiência da República.
Do espaço Foi Dito, do Jornal de Angatiba edição 7 de agosto
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Deixem o meu óculos em paz!
MARCOS BAGNO
É mesmo uma pena que nossos melhores dicionários de referência, o Aurélio e o Houaiss, oscilem entre a tentativa de preservação das prescrições tradicionais e a vontade de incorporar e abonar as formas inovadoras já consagradas no uso do português brasileiro. Digo isso porque, ao tratar do substantivo óculo (s), ambos os dicionários assumem o tom mais prescritivista e autoritário possível, em franca contradição com as análises mais bem feitas que encontramos em outros verbetes: Aurélio. Século XXI: “No Brasil, pelo menos, diz-se, erroneamente, o óculos, este óculos, meu óculos” (verbete óculos). Houaisss: “A palavra óculos é pluralia tantum....sendo, portanto, erro a discordância de número (um óculos) que se tem vulgarizado no português coloquial do Brasil (formas corretas: uns óculos, meus óculos, um par de óculos)” (verbete óculo). Pluralia tantum são as palavras que só são usadas no plural como bodas, anais, costas, férias. Como diria nosso herói! Macunaíma: “Ai, que preguiça!” Por que essa insistência em achar que esse importante dispositivo para melhorar a visão (que eu uso há quarenta anos!) tem que ser considerado como um par ? Por que não chamá-lo então de binóculo, já que também existe o monóculo?O que aconteceu com óculos foi o mesmo que aconteceu com tesouras, cuecas, calças, ceroulas, tenazes, listados pelo dicionário Houaiss no verbete pluralia tantum. Neste verbete, a análise, felizmente, não recorre à imposição do que é “correto” e à condenação do “erro”, sendo, ao contrário, isenta desses preconceitos: pluralia tantum.Rubrica: gramática. Expressão latina com que são referidos os substantivos de uma língua cuja forma é um plural morfológico, mas que semanticamente podem denotar uma única unidade; trata-se sempre os referentes formados de partes simetricamente duplicadas (p. ex: tesouras, cuecas, calças, óculos, ceroulas, tenazes). Uso. Embora o emprego do pl (ural) para indicar uma só parelha seja normal no português, registra-se uma dicotomia de tendência: de um lado, para obviar possíveis ambiguidades e explicar a unidade, o locutor refere-se a um par de tesouras, de alicates, de pinças etc.; de outro, esp(ecialmente) no port(uguês) do Brasil, consuma-se o quase geral emprego do sing (ular) nos mesmos casos: uma tesoura, uma tenaz, a minha calça, a cueca. É uma pena que não se tenha mencionado também o “quase geral emprego do singular” no caso de óculos. A razão do nosso uso de óculos no singular está nessas palavras do verbete: “substantivos cuja forma é um plural morfológico, mas que semanticamente podem denotar uma única unidade’.
Pronto, gente, é semântica! A semântica estuda a relação entre as palavras e as coisas do mundo que elas designam. Se nós concebemos o óculos como uma coisa só, nossa lógica linguística vai querer corresponder à nossa lógica de percepção da realidade: se o objeto é considerado como uma unidade, a palavra que o designa só pode estar no singular!Vamos parar com essa insistência boboca, deixar todo mundo usar seu óculos em paz e cuidar de coisas mais importantes? Por exemplo: somente 8% das escolas com as melhores médias do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) em 2009 eram públicas. Não é perdendo tempo tentando convencer os alunos de que a palavra óculos só pode ser usada no plural que nosso ensino público vai sair do fundo do poço!
Artigo transcrito da revista Caros Amigos, edição de julho de 2009
Jornal de Angatuba, edição 7 de agosto de 2009
É mesmo uma pena que nossos melhores dicionários de referência, o Aurélio e o Houaiss, oscilem entre a tentativa de preservação das prescrições tradicionais e a vontade de incorporar e abonar as formas inovadoras já consagradas no uso do português brasileiro. Digo isso porque, ao tratar do substantivo óculo (s), ambos os dicionários assumem o tom mais prescritivista e autoritário possível, em franca contradição com as análises mais bem feitas que encontramos em outros verbetes: Aurélio. Século XXI: “No Brasil, pelo menos, diz-se, erroneamente, o óculos, este óculos, meu óculos” (verbete óculos). Houaisss: “A palavra óculos é pluralia tantum....sendo, portanto, erro a discordância de número (um óculos) que se tem vulgarizado no português coloquial do Brasil (formas corretas: uns óculos, meus óculos, um par de óculos)” (verbete óculo). Pluralia tantum são as palavras que só são usadas no plural como bodas, anais, costas, férias. Como diria nosso herói! Macunaíma: “Ai, que preguiça!” Por que essa insistência em achar que esse importante dispositivo para melhorar a visão (que eu uso há quarenta anos!) tem que ser considerado como um par ? Por que não chamá-lo então de binóculo, já que também existe o monóculo?O que aconteceu com óculos foi o mesmo que aconteceu com tesouras, cuecas, calças, ceroulas, tenazes, listados pelo dicionário Houaiss no verbete pluralia tantum. Neste verbete, a análise, felizmente, não recorre à imposição do que é “correto” e à condenação do “erro”, sendo, ao contrário, isenta desses preconceitos: pluralia tantum.Rubrica: gramática. Expressão latina com que são referidos os substantivos de uma língua cuja forma é um plural morfológico, mas que semanticamente podem denotar uma única unidade; trata-se sempre os referentes formados de partes simetricamente duplicadas (p. ex: tesouras, cuecas, calças, óculos, ceroulas, tenazes). Uso. Embora o emprego do pl (ural) para indicar uma só parelha seja normal no português, registra-se uma dicotomia de tendência: de um lado, para obviar possíveis ambiguidades e explicar a unidade, o locutor refere-se a um par de tesouras, de alicates, de pinças etc.; de outro, esp(ecialmente) no port(uguês) do Brasil, consuma-se o quase geral emprego do sing (ular) nos mesmos casos: uma tesoura, uma tenaz, a minha calça, a cueca. É uma pena que não se tenha mencionado também o “quase geral emprego do singular” no caso de óculos. A razão do nosso uso de óculos no singular está nessas palavras do verbete: “substantivos cuja forma é um plural morfológico, mas que semanticamente podem denotar uma única unidade’.
Pronto, gente, é semântica! A semântica estuda a relação entre as palavras e as coisas do mundo que elas designam. Se nós concebemos o óculos como uma coisa só, nossa lógica linguística vai querer corresponder à nossa lógica de percepção da realidade: se o objeto é considerado como uma unidade, a palavra que o designa só pode estar no singular!Vamos parar com essa insistência boboca, deixar todo mundo usar seu óculos em paz e cuidar de coisas mais importantes? Por exemplo: somente 8% das escolas com as melhores médias do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) em 2009 eram públicas. Não é perdendo tempo tentando convencer os alunos de que a palavra óculos só pode ser usada no plural que nosso ensino público vai sair do fundo do poço!
Artigo transcrito da revista Caros Amigos, edição de julho de 2009
Jornal de Angatuba, edição 7 de agosto de 2009
Proibido fumar
Nova legislação estadual impôs proibição ao vício do cigarros em ambientes fechados de uso coletivo. A medida começo a vigorar no dia 7 de agosto. Exagero ou não os não fumantes agradecem. Não é fácil conviver em ambiente no qual impera a fumaça e o cheiro de tabaco nicotinado. Segundo pesquisas os não fumantes que convivem com fumantes estão mais propensos aos males provocados pelo vício do fumo até numa proporção maior.
Depois que estiver vigorada por algum tempo a medida, não haverá dúvidas de que diferenças serão percebidas consideravelmente. Dificilmente , não há um não fumante que não tenha compartilhado em algum dia a fumaceira provocada por pessoas da mesa num bar ou lanchonete. Amizades à parte, no convívio entre os humanos aqueles que fumam e os que não fumam, o cigarro cria uma situação análoga de ação predatória, afinal por conta de alguns que opcionalmente se matam, outros que se cuidam no sentido de ampliar o tempo de sua sua vida, acabam partindo também antes do tempo.
A respeito dos procedimentos a serem tomados pelos bares, lanchonetes, restaurantes, etc, perante a nova lei, cabe aos proprietários tomarem consciência de que não pode haver omissão ou conivência com o freguês fumante, mesmo porque de alguma forma alguém irá se manifestar e,além disso, é interessante observar que medidas contra infratores serão tomadas.
Música de Caetano Veloso composta no período da ditadura militar afirma que “é proibido proibir”; música interpretada por Baby Consuelo dizia que “o mal é o que sai da boca”, coisa que em algum lugar da Bíblia também está escrito. Digamos que o proibir no Brasil já ganhou conotação de efeitos sociológicos consideráveis, afinal de contas “proibir” já foi medida que procurou tolher uma das leis naturais que mais dignificam o homem, e o que é mais digno para o ser humano do que sua liberdade? O “mal que sai da boca”, sem dúvida diz respeito aos efeitos venenosos provocados pela língua. Nem num caso nem noutro a proibição do cigarro, da forma que foi estabelecida, se coaduna. Proibir que alguém jogue fumaça no rosto de outro é além de ser uma lei que reprime, uma medida que propicia vida de melhor qualidade.
Editorial do Jornal de Angatuba, edição 7 de agosto
Depois que estiver vigorada por algum tempo a medida, não haverá dúvidas de que diferenças serão percebidas consideravelmente. Dificilmente , não há um não fumante que não tenha compartilhado em algum dia a fumaceira provocada por pessoas da mesa num bar ou lanchonete. Amizades à parte, no convívio entre os humanos aqueles que fumam e os que não fumam, o cigarro cria uma situação análoga de ação predatória, afinal por conta de alguns que opcionalmente se matam, outros que se cuidam no sentido de ampliar o tempo de sua sua vida, acabam partindo também antes do tempo.
A respeito dos procedimentos a serem tomados pelos bares, lanchonetes, restaurantes, etc, perante a nova lei, cabe aos proprietários tomarem consciência de que não pode haver omissão ou conivência com o freguês fumante, mesmo porque de alguma forma alguém irá se manifestar e,além disso, é interessante observar que medidas contra infratores serão tomadas.
Música de Caetano Veloso composta no período da ditadura militar afirma que “é proibido proibir”; música interpretada por Baby Consuelo dizia que “o mal é o que sai da boca”, coisa que em algum lugar da Bíblia também está escrito. Digamos que o proibir no Brasil já ganhou conotação de efeitos sociológicos consideráveis, afinal de contas “proibir” já foi medida que procurou tolher uma das leis naturais que mais dignificam o homem, e o que é mais digno para o ser humano do que sua liberdade? O “mal que sai da boca”, sem dúvida diz respeito aos efeitos venenosos provocados pela língua. Nem num caso nem noutro a proibição do cigarro, da forma que foi estabelecida, se coaduna. Proibir que alguém jogue fumaça no rosto de outro é além de ser uma lei que reprime, uma medida que propicia vida de melhor qualidade.
Editorial do Jornal de Angatuba, edição 7 de agosto
terça-feira, 11 de agosto de 2009
O que não sabemos sobre a gripe suína?
Assista com atenção esse documentário de Julián Alterini. O que ainda não sabemos a respeito da gripe suína?
http://www.youtube.com/watch?v=AG3EQJnen4I
http://www.youtube.com/watch?v=AG3EQJnen4I
domingo, 2 de agosto de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
AMICÃO DE ANGATUBA
Todo defensor de animais, em um momento ou outro, tem a necessidade de justificar a obrigação de proteger e tratar adequadamente os animais em termos jurídicos - seja para os próprios proprietários e sua comunidade (num trabalho de conscientização) seja para a própria polícia (que não é treinada para tratar da questão e não escapa de seu contexto histórico-cultural).
Para auxiliar todos a encontrarem seu caminho no meio das pedras, preparamos um manual com os principais documentos legais para a proteção animal. Nele, também incluimos algumas regulamentações específicas do estado de São Paulo e de outras cidades, que podem servir como exemplo para aqueles que buscam implementar um regime em sua região.
Artigos e notícias relacionadas a animais são encontrados em http://amicaodeangatuba.blogspot.com
Para auxiliar todos a encontrarem seu caminho no meio das pedras, preparamos um manual com os principais documentos legais para a proteção animal. Nele, também incluimos algumas regulamentações específicas do estado de São Paulo e de outras cidades, que podem servir como exemplo para aqueles que buscam implementar um regime em sua região.
Artigos e notícias relacionadas a animais são encontrados em http://amicaodeangatuba.blogspot.com
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Aterro sanitário e lixo reciclável de Angatuba são destaques na Globo News
No domingo, 26 de julho de 2009, o programa Via Brasil , apresentado pela Globo News, destacou o aterro sanitário e o lixo reciclável de Angatuba. Clique no link abaixo e assista.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1086164-7823-ATERRO+SANITARIO+DE+ANGATUBA+E+UM+DOS+CINCO+MELHORES+DE+SAO+PAULO,00.html
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1086164-7823-ATERRO+SANITARIO+DE+ANGATUBA+E+UM+DOS+CINCO+MELHORES+DE+SAO+PAULO,00.html
Assinar:
Postagens (Atom)
